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PRISÃO MENTAL

Imagem ilustrativa

Há alguns anos um magnífico tigre jovem foi importado da Índia e levado a um zoológico nos Estados Unidos. Um habitat dispendioso e belo foi construído para ele, completo com quedas-d'água, árvores, rochas, vales e cavernas. Enquanto o local estava sendo construído, o tigre ficou alojado numa pequena jaula temporária, medindo uns cinco metros por cinco. Ele passava os dias percorrendo a jaula de um canto a outro. Esta gaiola foi preparada originalmente para abrigar o animal somente por alguns dias ou semanas, mas as instalações definitivas demoraram mais que o esperado, e o tigre permaneceu ali confinado durante vários meses. Quando finalmente o habitat foi completado, a jaula foi levada até lá, aberta e removida. O tigre quase que imediatamente voltou a dar os passos que dava dentro da jaula, cinco para um lado e cinco de volta. Não precisava mais da jaula para limitá-lo e confiná-lo; porém esta jaula, que cercara o animal durante algum tempo, tinha sido transplantada para a mente do tigre. 

Um mecanismo semelhante é familiar às pessoas que treinam elefantes. Quando o elefante é jovem e pequeno, é acorrentado a algo grande e pesado; um tronco de árvore ou uma estaca forte. O elefante puxa e faz força, mas não consegue livrar-se, e termina por desistir, confinando seus movimentos ao comprimento da corda. Assim que isso acontece, a árvore pode ser substituída por uma pequena estaca. Agora o elefante pode puxá-la num instante, sem esforço. Mas não o faz. A estaca, a corda, o confinamento se tornaram indelevelmente associados na mente do elefante. 

Isso lhe lembra alguma coisa? 

(...) 

A maneira pela qual reagimos às nossas crenças sobre nós mesmos, sobre a vida, sobre outras pessoas, e aquilo que podemos e não podemos fazer não é diferente da reação do tigre aos seus meses na gaiola, ou dos elefantes à sua corda. 

Extraído do artigo "O tigre, o elefante, e a Cabalá da transformação", por Shifra Hendrie 

FonteBeit Chabad

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